Raphael Maia . Com Br – Entendendo os Diferentes Tipos de Conexões Digitais ( Artigo )

Quando entramos na produção & “gravação digital” nos deparamos com uma série de desafios e coisas novas para se aprender, uma delas são os protocolos e outros atributos que são eventualmente utilizados para a sincronização e a troca de informações de dados de áudio entre os equipamentos e se o músico/produtor for iniciante na gravação digital com certeza ficará perdido com isso tudo até se acostumar e obter experiência necessária para operar em diversos protocolos de transferência que existem atualmente, a troca de informações entre os equipamentos digitais de gravação de áudio é controlada por diferentes tipos de conectores, interfaces e cabos. Por isso, no ínicio parece ser tão complicada, mais na verdade não é.

No meio disso tudo, podem acontecer incompatibilidades entre eles, mais podem ser em 100% das vezes contornadas com utilização de conversores de formatos, alguns conversores são o UFC-24 (Otari) e o Digital Time Piece (MOTU) e desta forma, os variados gravadores digitais podem ser integrados aos diferentes setups de studio.
Por exemplo: Alguns gravadores de fita digital (Adat) da Alesis já existiam antes dos softwares gravadores de áudio dos sistemas DAW e dos mixers automatizados.
Mais por que eles existem?
Como todos sabemos não existe um padrão de conectividade entre os equipamentos digitais, então os fabricantes começaram a incluir os formatos mais utilizados, fazendo assim o seu produto não ficar parado.
Atualmente os aparelhos digitais no mínimo disponibilizam dois formatos que são eles: SPDIF e o AES/EBU.
Quando realmente não existe uma forma de tornar compatível 2 aparelhos, podemos recorrer aos sincronizadores do tipo universal, os equipamentos de gravação digital podem sincronizar e trocar informações gravadas um ao outro através de vários protocolos atualmente, alguns deles são SPDIF, TDIF, SuperClock da Digidesign, Madi (Multichannel Áudio Interface), AdatSync, AES/EBU entre outros.
Qual a história destes protocolos?
TDIF: Protocolo da Empresa TASCAM, este protocolo é utilizado em gravadores multicanais digitais da série DA e para que aconteça o reconhecimento entre os equipamentos e a transferência de dados seja feita os aparelhos terão que interpretar a o TDIF, ou utiliza-se de conversores.
AES/EBU: Este protocolo de transmissão em dois canais é adotado pela Áudio Engineering Society ( AES é uma sociedade mundial, sem fins lucrativos, cujo objetivo é estimular o estudo e o desenvolvimento do áudio. ) e também pela European Broadcast Union (União Europeia de Radiodifusão) para uso em aplicações profissionais, a sua conexão é feita por um Conector XRL balanceado de três pinos, onde o pino 1 é o terra a o 2 e 3 transportam o sinal de áudio.
Se utiliza de cabo de microfone, e também pode ser de fibra óptica.
SuperClock: Este formato é proprietário de transferência da Digidesign, empresa que detém o Protools e muitas outras soluções profissionais para estúdio, este formato trabalha na taxa de 256 vezes em relação ao wordclock, como falei a Digidesign é uma empresa que fabrica diversas soluções para gravação de áudio digital, e muito studios utiliza-se de suas soluções, então vários fabricantes de equipamentos e conversores universais passaram a fabricar interfaces para estabelecer um padrão de compatibilidade deste produtos.

S/PDIF: Este protocolo foi criado pela sony e a philips, por isso o nome S = Sony P = Philips Digital interface, utiliza o conector RCA e cabos comuns, este protocolo foi desenvolvido para utilização doméstica.

ADAT Synchronization interface): O Adat, creio que muitos aqui conhecem, foi o pioneiro da categoria Digital Modular Multitrack (MDM), ele utiliza um protocolo que é proprio, que pode acoplar diversas unidades.
Ele utiliza um conector D-Sub9 que contém 9 pinos e realiza a transferência das informações atravéz de uma tecnologia de nome Sample-Accurate Sync, que esta tecnologia é também utilizada em diversas interfaces de áudio profissional como a delta 44 ou a 1010LT proporcionando o alinhamento sample a sample permitindo o uso de outra placa, para expansão de número de entradas e saídas ele utiliza uma saída óptica digital que pode transportar até 8 pistas através de cabos de fibra óptica.

MADI – Multichannel Áudio Digital Interface ( interface de troca de múltiplos canais)
Este é um padrão proposto pelas fabricantes Sony, Mitsubishi, Neve e a Solid State Logic.
Este padrão é utilizado por gravadores digitais multicanais e também mixers automatizados, utiliza cabo coaxial ou óptico e pode transferir até 56 canais de áudio digital na taxa de 44.1KHz e 48Khz.
Então é isso pessoal, estes protocolos estão aí somente para melhorar e nos auxiliar em nossas operações em studio.
Um Grande Abraço a Todos e Ótimas Produções!
Veja abaixo os conteúdos relacionados.
2
Publicado por: Raphael Maia Jr, em 02/junho/2009.





























Raphael Maia . Com Br – Entendendo os Diferentes Tipos de Conexões Digitais ( Artigo ) …
Quando entramos na produção & %Cgravação digital%D nos deparamos com uma série de desafios e coisas novas para se aprender, uma delas são os protocolos e outros atributos que são eventualmente utilizados para a sincronização e a troca de infor…
Raphael, bom dia!
Meu nome é Cristovam, e achei seu site navegando na internet procurando informações sobre Áudio, aproposito parabéns pelo site que é de extrema utilidade para amantes do áudio sejam profissionais ou amadores.
Aproveitando esse gancho, gostaria de lhe pedir um favor, na verdade uma explicação sobre conexão dos DI’s pois
aos poucos estou montando meu estúdio caseiro para prazer pessoal, sem finalidades comerciais porém estou buscando qualidade próxima de ‘bons’ estúdios. Atualmente disponho de:
. Um PC Pentium 4 c/ 2 GB de memoria.
. Uma placa de som AudioPhile 2496
. Sonar 6 (software multipista)
. Monitores de audio Samsom
. Pre-ampli Behringer Ultragain-Pro MIC2200
. Microfone condesador Samsom
. Guitarra/Baixo
Atualmente plugo a guitarra/Baixo com cabos P10 no pre-amplificador valvulado que sai em cabos P-10 em uma ponta e RCA na outra que é conectada a placa de áudio, o som é até bom, mas não tem muito ganho mesmo com o pré-amplificador e não creia que seja certo ficar melhorando o sinal da guitarra/baixo com comandos tipo (“ganho/normalize”).
Lendo matérias na internet, entendi que isso ocorre porque o sinal da guitarra/captadores é desbalanceado e deve passar por um DI para tornar o sinal simétrico ao se dirigir para a placa de áudio. Pois bem, comprei um Direct Box ativo da Behringer o DI-20 (Ultra DI), finalmente vem minha duvida:
- COMO FAÇO A CONEÇÃO DO D.I. NO MEU EQUIPAMENTO?
Exemplo 1: guitarra/baixo com cabo P-10 conectado do input do DI que sai com cabos XLR para o pré-amplificador que sai com cabos P-10 em uma ponta e RCA na outra que é conectada a placa de áudio.
Exemplo 2: guitarra/baixo com cabo P-10 conectado do input do DI que sai com cabo XLR que é conectada no pré-amplificador que sai com cabos também XLR/RCA para a placa de áudio.
Ficarei muito grato com sua ajuda e comentários sobre meu equipamento e a escolha do DI baseado no acima exposto também serão bem vindos, pois apesar de enorme vontade, não sou técnico de áudio nem nada similar, a não ser um amante da musica e curioso pelo mundo da audio-tecnologia, que vive fuçando e absorvendo um pouco aqui e ali, internet e etc.
Agradeço desde já atenção dispensada!!!
Cristovam